Concepção, Gestação, Parto e Educação Conscientes

Este é um espaço para mulheres e homens, mães e pais, bebês e suas famílias.
É um espaço para os que gostariam de mudar o mundo e sabem que para isso precisamos mudar a nós mesmos.
É um espaço de acolhimento individual e coletivo.
É um espaço de cura sutil a partir de novas idéias, de troca de experiências, de contemplação e de ação.

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sexta-feira, 25 de janeiro de 2013


Scientists Discover Children’s Cells Living in Mothers’ Brains

The connection between mother and child is ever deeper than thought







 

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The link between a mother and child is profound, and new research suggests a physical connection even deeper than anyone thought. The profound psychological and physical bonds shared by the mother and her child begin during gestation when the mother is everything for the developing fetus, supplying warmth and sustenance, while her heartbeat provides a soothing constant rhythm.
The physical connection between mother and fetus is provided by the placenta, an organ, built of cells from both the mother and fetus, which serves as a conduit for the exchange of nutrients, gasses, and wastes. Cells may migrate through the placenta between the mother and the fetus, taking up residence in many organs of the body including the lung, thyroid muscle, liver, heart, kidney and skin. These may have a broad range of impacts, from tissue repair and cancer prevention to sparking immune disorders.
It is remarkable that it is so common for cells from one individual to integrate into the tissues of another distinct person. We are accustomed to thinking of ourselves as singular autonomous individuals, and these foreign cells seem to belie that notion, and suggest that most people carry remnants of other individuals. As remarkable as this may be, stunning results from a new studyshow that cells from other individuals are also found in the brain. In this study, male cells were found in the brains of women and had been living there, in some cases, for several decades. What impact they may have had is now only a guess, but this study revealed that these cells were less common in the brains of women who had Alzheimer’s disease, suggesting they may be related to the health of the brain.
We all consider our bodies to be our own unique being, so the notion that we may harbor cells from other people in our bodies seems strange. Even stranger is the thought that, although we certainly consider our actions and decisions as originating in the activity of our own individual brains, cells from other individuals are living and functioning in that complex structure. However, the mixing of cells from genetically distinct individuals is not at all uncommon. This condition is called chimerism after the fire-breathing Chimera from Greek mythology, a creature that was part serpent part lion and part goat. Naturally occurring chimeras are far less ominous though, and include such creatures as the slime mold and corals.
 Microchimerism is the persistent presence of a few genetically distinct cells in an organism. This was first noticed in humans many years ago when cells containing the male “Y” chromosome were found circulating in the blood of women after pregnancy. Since these cells are genetically male, they could not have been the women’s own, but most likely came from their babies during gestation.
In this new study, scientists observed that microchimeric cells are not only found circulating in the blood, they are also embedded in the brain. They examined the brains of deceased women for the presence of cells containing the male “Y” chromosome. They found such cells in more than 60 percent of the brains and in multiple brain regions. Since Alzheimer’s disease is more common in women who have had multiple pregnancies, they suspected that the number of fetal cells would be greater in women with AD compared to those who had no evidence for neurological disease. The results were precisely the opposite: there were fewer fetal-derived cells in women with Alzheimer’s. The reasons are unclear.
Microchimerism most commonly results from the exchange of cells across the placenta during pregnancy, however there is also evidence that cells may be transferred from mother to infant through nursing. In addition to exchange between mother and fetus, there may be exchange of cells between twins in utero, and there is also the possibility that cells from an older sibling residing in the mother may find their way back across the placenta to a younger sibling during the latter’s gestation. Women may have microchimeric cells both from their mother as well as from their own pregnancies, and there is even evidence for competition between cells from grandmother and infant within the mother.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

O que é o parto humanizado?


Texto esclarecedor de Ana Cris Duarte. 
Leia e avalie a conduta do seu médico. 

"Na verdade não há um consenso sobre o que é parto humanizado e há muito preconceito também, especialmente entre profissionais que se recusam a sair do modelo "eu faço partos há 20 anos, não é você quem vai me ensinar". Entre essa categoria mais engessada, a fala em geral é: "se eu não faço parto humanizado, eu faço o que? parto de bicho?". Em uma coisa eles têm razão, esse nome não diz nada! 

O que faz diferença na assistência humanizada verdadeira é a atitude de todos. Por isso, se o seu profissional prioriza o conjunto te preceitos enumeradas abaixo, ele é um profissional humanizado, dentro desse conceito de humanização. 

Vamos a eles! O Parto Humanizado é:

1) Respeito aos tempos da mãe e do bebê. Qualquer aceleração do processo, quer indução, aumento artificial das contrações ou agendamento de cesariana precisa de uma forte justificativa clínica. Não faz sentido marcar a cesariana porque a mãe está pesada, e entender isso como "protagonismo feminino". Existem várias possibilidades de ajuda para uma mãe cansada, e que não desrespeitam o tempo do bebê.

2) Respeito ao protagonismo feminino. É importante mudar o olhar e compreender que o parto é da mulher e que ela tem direito a escolhas e total liberdade. Esse é talvez o maior desafio dos profissionais e dos serviços. A cada vez que alguém se dirige à mãe e se diz o que ela deve fazer, já houve um desrespeito a esse protagonismo. Um exemplo básico, se a mãe chega na triagem e alguém diz: "por favor, mãezinha, a senhora vai ali naquele banheiro, tira toda a roupa e coloca essa camisolinha voltada para trás".. BANG! Matou o protagonismo! Essa talvez é a maior mudança de mentalidade necessária e a origem de todas as outras mudanças.

3) Compartilhamento de responsabilidades. O médico não proíbe, não aconselha, não manda. O médico ou a parteira ou qualquer outra pessoa da equipe mostra sempre as opções e a mulher escolhe o que ela quer para ela. Mesmo quando parece não haver opção, há opção. E já que não existem garantias mesmo, o melhor é ser claro, mostrar riscos e benefícios e permitir que a mulher sinta que está sendo co-responsável por suas escolhas. Por exemplo: "Sim, você pode tomar analgesia, mas existe um pequeno risco disso repercutir para o bebê, ou você pode tentar ficar mais um pouco na banheira, ficar lá com o seu marido e ver se consegue aguentar mais um pouquinho. Quem sabe possamos reavaliar daqui a 1 hora e já vai estar bem mais perto de nascer?"

4) Uso das melhores evidências. Depois de 30 anos de evidências contra o uso rotineiro de episiotomia, não cabe afirmar que a episiotomia protege a mulher. Hoje em dia existem claras evidências de que o melhor é deixar o parto acontecer naturalmente, sem qualquer tipo de intervenção, no ambiente mais simples possível, com equipes igualmente simplificadas.

5) Levando tudo isso em consideração, apesar de que uma ou outra mulher possa precisar de analgesia, ou de rompimento artificial da bolsa das águas, ou um pouquinho de ocitocina em algum momento, a imensa maioria das mulheres de baixo risco terá, dentro desses princípios todos, um parto:

- De início espontâneo, sem indução
- Sem precisar subir em cadeira de rodas ou macas até a sala de parto
- Sem precisar usar uniformes específicos
- Em um ambiente simples, sala agradável (chamadas de PPP), com mobília adequada, com banheira e chuveiro disponíveis, luz baixa, música a gosto e total privacidade
- Atendido por uma obstetriz, enfermeira obstetra e/ou médico
- Sem o uso de ocitocina durante todo o trabalho de parto
- Sem raspagem dos pelos pubianos e/ou a abjeta lavagem intestinal
- Com liberdade de alimentação e ingestão de líquidos
- Sem o uso de cardiotocografia contínua, tendo o coração do bebê avaliado intermitentemente com um sonar simples, a intervalos regulares de tempo
- Com apoio contínuo do(s) acompanhante(s) e de uma doula particular
- Com o uso de métodos não farmacológicos para dor
- Com o uso de analgesia se necessário, depois de informada dos riscos e benefícios
- Sem ruptura artificial da bolsa das águas
- Com absoluta liberdade de movimentos para a mãe durante todo o processo, inclusive durante o período expulsivo
- Encorajamento das posições verticalizadas
- Sem episiotomia, sem empurrar a barriga, sem dedos nervosos na vagina da mulher, sem prender a respiração para fazer força comprida, sem fórceps, sem vácuo-extrator para acelerar um processo em que mãe e bebê estão bem
- Sem limites arbitrários de tempo para o parto e para o período expulsivo, porque o bebê "ainda está alto", por exemplo
- Com o bebê sendo colocado imediatamente no colo da mãe com o cordão ainda ligado, mantido intacto pelo menos até parar de pulsar, e com amamentação a mais precoce possível
- Sem aspiração das vias aéreas do recém nascido, separação da mãe, colírio e identificação só após a primeira mamada, vitamina e vacina só depois de algumas horas e após tempo para o vínculo mãe-bebê
- Com o uso de alojamento conjunto desde a sala de parto até o final da estadia

6) O uso de uma intervenção (ou mais, se necessário) não tira o aspecto humanizado do parto. Desde que seja necessária no contexto e de que seja dada a escolha para a mãe, desde que seja, portanto, utilizada em caráter de exceção. E no final, até mesmo uma cesariana pode ser necessária, e ainda assim é perfeitamente possível ser calmo, falar baixo, respeitar mãe e bebê sem falar de outros assuntos, baixar a luz, aquecer o ambiente, e obedecer aos três últimos princípios, que ocorrem depois do nascimento.

Em suma, o parto humanizado é um parto o mais natural possível, com o menor número de intervenções que for possível para aquela dupla mãe-bebê e onde cada intervenção só seja utilizada quando os seus riscos forem menores do que o risco de não utilizá-la; onde os tempos, os interesses e a liberdade da mãe e do bebê sejam os principais motivadores de todos os envolvidos; e o melhor: tudo baseado em evidências científicas e nas recomendações da Organização Mundial da Saúde." 

Ana Cristina DuarteObstetriz

Foto Erica de Paula, parto natural na água, bebê pesou 4670g.